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Porque não usar um computador comum como servidor de rede?

Devido à vivência com organização de empresas e implantação de sistemas de gestão, por quase 30 anos, observo que uma parcela considerável das pequenas e médias empresas continua adotando e utilizando computadores comuns (desktop) como servidores de redes.

Conclui que os principais se relacionam ao desconhecimento técnico e à limitação de recursos para investir. Além disso, em alguns casos, à má orientação por parte de prestadores de serviço de TI.

SOBRE A QUESTÃO TÉCNICA
Embora todos sejam computadores, há significativas diferenças entre os equipamentos destinados ao uso geral e os servidores de rede. Como têm propósitos diferentes sua tecnologia, configuração e qualidades são distintas.

Um computador para uso geral, um "desktop", tem como característica principal, a sua utilização que é feita por um único usuário de cada vez.

É construído para ser operado por algumas horas diárias, a maior parte do processamento e alocação de memória é gasta em atividades isoladas, o disco rígido é requerido apenas por uma ou duas aplicações simultâneas e para utilizar um sistema operacional baseado na interação com um único usuário.

Em razão do tipo de utilização, a sua construção e os componentes são dimensionados para essa finalidade, tanto do ponto de vista técnico como de custo. Neste caso, o preço pode variar muito devido à capacidade de armazenamento, de cálculos e processamento de imagens. São usados em jogos, projetos de engenharia, navegação na internet, operação de planilhas ou textos, e aplicativos em geral. Todas essas atividades, em geral, não são críticas ou continuas por muitas horas.

Na fabricação desse tipo de computador são usados componentes simples, dimensionados apenas para oferecer um excelente desempenho para um usuário único. Se o equipamento for compartilhado com vários usuários, devido à sua arquitetura, vai apresentar lentidão na mesma proporção do seu compartilhamento.

Já, o equipamento projetado para servir uma rede tem finalidade completamente diferente, sendo suas principais características:

a) Funcionamento contínuo e ininterrupto, pois, a qualquer momento um usuário pode entrar para executar uma operação.
b) Capacidade de ser rápido na resposta ao usuário, lendo ou gravando informações.
c) Capacidade de atender e executar várias operações simultaneamente, inclusive processando aplicativos diferentes.
d) Manter o mesmo desempenho independente da quantidade de acesso ou utilização.

Com estas peculiaridades, o equipamento tem um funcionamento diferente, ou seja, não se destina a um único usuário interagindo através da interface "mouse/monitor", mas sim, tem que atender múltiplos usuários, distantes, e que esperam por respostas de processamento de aplicações, consultas ou gravação de dados, ao mesmo tempo. A rigor, o usuário do servidor não é uma pessoa, mas sim outro computador.

Neste tipo de aplicação, esperas não são toleradas e, para ser eficiente, o equipamento é construído com componentes diferentes sendo, seus principais objetivos, a capacidade de realizar múltiplos processamentos simultâneos, receber, gravar e devolver informações dos discos rígidos com muita velocidade e, também, tratar os conflitos de acessos simultâneos.

Os equipamentos, nesta classe, são construídos com materiais de qualidade superior, resistentes a falhas e maior durabilidade. São fabricados para terem melhor dissipação de calor, fonte de alta qualidade, placa de rede e processador com tecnologias diferentes para apresentar melhor durabilidade, resistência a falhas e alto desempenho.

Há diversos tipos de servidores oferecendo uma variada gama de recursos, tais como, redundância de fonte de energia, de disco rígido e de memória. Há equipamentos que podem ser reparados ou ampliados em pleno funcionamento e sem desligamento.

SOBRE O SISTEMA OPERACIONAL PARA REDE
O computador para ser usado como servidor de rede, já é projetado e fabricado para trabalhar com um sistema operacional "Server", garantindo, que o resultado final seja superior.

Esta é uma questão técnica importante a ser entendida. Assim como os equipamentos são diferentes, os sistemas operacionais também o são. Para o equipamento desktop, a Microsoft, praticamente o único fornecedor, possui a linha Windows. (XP, 7, 8 e 10) com versões para uso doméstico e empresarial.

Os servidores de rede utilizam um sistema operacional diferente em todos os aspectos. Entre as várias opções, há duas principais: Sistema "Linux", que é um sistema aberto e praticamente gratuito, ou "Windows Server", fornecido pela Microsoft. A característica destes sistemas é que são apropriados para o tipo de serviço executado pelo servidor e utilizam os recursos do hardware, proporcionando rapidez e segurança.

A utilização de computador desktop para servidor de rede é altamente desaconselhável, mas há algo ainda mais reprovável, que é a utilização de um sistema operacional destinado à desktop, como as versões Windows XP, 7, 8 ou 10, para gerenciar um equipamento "Servidor". Falta, a esse tipo de sistema, algo que é fundamental: a capacidade de administrar filas e conflitos de acesso. Quando ocorrem situações críticas de acessos simultâneos, o sistema não consegue "operar" e pode gerar a perda de informações, gravação incorreta, dano em arquivos, travamento da aplicação, entre outros prejuízos.

O sistema operacional comum, destinado à "desktop" possui recurso de compartilhamento de arquivos, mas nada que permita que muitos usuários operem o mesmo arquivo ao mesmo tempo. Há uma falsa interpretação que esse recurso é suficiente para a operação de arquivos simultaneamente por vários usuários, fazendo consultas e gravando ao mesmo tempo. Na eventualidade de um conflito de acesso, o arquivo poderá ser perdido ou gravado incorretamente.

Ter problemas graves e irrecuperáveis é apenas uma condição estatística, sorte ou azar e, claro, este tipo de resultado não se presta ao ambiente empresarial.

SOBRE A QUESTÃO FINANCEIRA
Sem sombra de dúvidas, a aquisição de um equipamento Servidor de rede exige um investimento maior que a aquisição de um desktop. Mas, comparativamente, é até mais barata que a aquisição de um bom "notebook", que é um equipamento portátil muito usado por pessoas. Um bom "notebook", com processador i7 tem um custo superior ao preço de um servidor com o sistema operacional já incluso.

A simples comparação de preço de um equipamento "desktop" por um "servidor de rede" não é correta, pois, embora sejam computadores, possuem características distintas. O servidor terá uma vida útil mais longa, porque possui componentes de melhor qualidade e durabilidade, além de não ter contato constante com usuários o que favorece sua conservação. Podemos considerar que um servidor tem uma vida útil de 3 a 6 vezes maior, ainda que seja usado 24 horas todos os dias.

É obvio que o desembolso para comprar um servidor é maior, porém, comparativamente, seu custo poderá ser menor que uma solução inadequada.

Se imaginarmos uma pequena empresa que tenha entre 15 a 20 usuários, podemos avaliar duas opções básicas para montar um excelente servidor de rede e constatar que o investimento necessário não é muito maior que adquirir um bom desktop.

Um desktop de boa marca e qualidade, com i7, 6/8GB de memória e 1TB de HD custa em torno de R$ 2.500,00 a R$ 3.500,00. Há opções mais baratas em lojas de eletrodomésticos, mas não vamos levar em consideração em razão de não serem destinadas ao uso empresarial, devido à qualidade.

Vamos considerar dois fabricantes renomados que oferecem "servidores" para as pequenas empresas. A DELL vende o equipamento PowerEdge T330, com processador Intel® Xeon® Quad Core E3-1220 v5, memória de 8GB e 1 HD de 500GB, com 1 ano de assistência técnica no local, por R$ 4.200,00.

A HP vende um equipamento equivalente, o Servidor HPE ML110 com processador Intel® Xeon® Quad Core E5-1603 v3, com 8GB, HD de 1TB, com 1 ano de assistência técnica no local, ao preço de R$ 2.800,00.

Os servidores são vendidos apenas com uma versão do Linux que, praticamente, é gratuita. O Sistema operacional Linux foi desenvolvido em plataforma aberta, é mantido por uma organização sem fins lucrativos e, por essa, razão é gratuito. Há várias empresas que fornecem versões testadas e homologas, a um custo muito baixo, que praticamente não acrescenta custo ao servidor. O problema com a utilização do Linux é a falta de técnicos especializados e a dificuldade de operação por parte de usuários leigos.

O sistema para servidor de rede mais usado é, sem dúvida, o fornecido pela Microsoft mas, neste caso, é necessário comprar a licença. A Microsoft tem opção a partir de R$ 720,00 para o Windows Server 2012, que permite o acesso de até 5 equipamentos. Para licenciar 15 equipamentos ligados ao servidor, a versão "Foundation" custa apenas R$ 1.400,00.

Para uma pequena ou média empresa, o custo total de um bom servidor, se comparado com um bom equipamento desktop, não chega a ser o dobro do valor. Além disso, é um equipamento que vai durar, pelo menos de 3 a 5 vezes mais tempo.
Além disso, os equipamentos e os sistemas operacionais são fartamente oferecidos com parcelamentos de até 12 meses. Os preços e modelos se referem a novembro/16.

SOBRE A ORIENTAÇÃO DE TÉCNICOS EM TI
É muito comum as empresas receberem orientação para montar redes de computador sem servidor, ou com um equipamento servindo sem as características técnicas necessárias.

Embora a grande maioria dos profissionais de TI saiba que esse tipo de sugestão não é adequado, acabam "pegando" e executando o serviço, considerando apenas as condições ou limitações impostas pelo cliente. Para não correr o risco de perder o "serviço" por levantar questões que exijam um desembolso maior por parte da empresa, acabam não insistindo na solução correta.

POR QUE RAZÃO A MAIORA DAS EMPRESAS NÃO DÁ IMPORTÂNCIA?
Operar o ambiente de informatização sem os devidos cuidados é parte de um conjunto de riscos que a pequena empresa assume, principalmente, por falta de cultura organizacional e limitação de investimentos. Há muita precariedade e desinformação no aspecto da gestão, inclusive na gestão de seu bem imaterial mais importante que são os dados sobre seus negócios, seus clientes, fornecedores, disponibilidade dos estoques, valores a receber, a pagar e, principalmente, suas oportunidades.

Muito é feito com base na "sorte". Como os riscos são considerados pequenos, enquanto não ocorre um fato considerado um "desastre", as coisas permanecem como estão.

Muitas empresas, diariamente, perdem condição de operar regularmente por dias ou semanas em razão de panes ou perdas de suas informações mais básicas.

Imaginar uma situação assim, de desastre, é até muito fácil. Basta ver o que acontece quando falta energia elétrica por algumas horas na operação de uma empresa completamente informatizada. Tudo para, porque ninguém tem acesso a nada.

Sobre o autor:

J. R. Cesário
Consultor com mais de 30 anos de experiência em implantação de ERP


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